02/04/2012 09:59

O Departamento de Farmacologia tem projeção nacional e internacional, além de papel destacado no CCB e na UFSC nas vertentes de ensino, pesquisa e extensão. Na Graduação, são ministradas aulas para cerca de 6 Cursos da UFSC envolvendo cerca de 600 alunos por ano, e fomos pioneiros na UFSC, desde 1996, no uso da informática para a substituição dos animais em aulas práticas. Além disso, as atividades de pesquisa sempre receberam atenção especial. Em 1991 foi criado o Programa de Mestrado em Farmacologia e, em 1997, o de Doutorado. Na Extensão, vários docentes do Departamento participam de atividades que vão desde Comitês em agências governamentais até atendimento em clínicas médicas abertas à comunidade, cursos de ensino de ciência para alunos e professores do ensino médio da rede pública, e divulgação de farmacologia para o público leigo em jornal popular.

LSD pode ajudar alcoólatras a parar de beber, dizem cientistas

18/03/2012 14:58

Uma única dose da droga alucinógena LSD poderia ajudar alcoólatras a parar de beber, segundo uma análise de pesquisas realizadas nos anos 60.

O estudo, publicado no Journal of Psychopharmacology, utilizou informações de seis experimentos envolvendo mais de 500 pacientes e concluiu que a droga teve um “efeito benéfico significativo” contra o abuso de álcool, que durou por vários meses depois que a substância foi utilizada. O LSD é uma das drogas alucinógenas mais fortes já identificadas, que aparentemente bloqueia uma substância química no cérebro, a serotonina, que controla funções como percepção, comportamento, fome e humor. Pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia analisaram estudos sobre a droga realizados entre 1966 e 1970. Todos os pacientes participavam de tratamentos contra o alcoolismo, mas alguns receberam uma única dose de LSD de entre 210 e 800 microgramas. No grupo de pacientes que usou a droga, 59% mostraram uma queda no consumo de bebidas alcoólicas em comparação com 38% no outro grupo.

Efeito duradouro

O efeito se manteve por seis meses após o consumo do alucinógeno, mas desapareceu após um ano. Aqueles que tomaram o LSD também apresentaram níveis mais altos de abstinência de álcool. Os autores do estudo, Teri Krebs e Pal-Orjan Johansen, concluíram, então, que o LSD tem um efeito benéfico importante no combate ao alcoolismo e disseram que doses mais frequentes podem ter um efeito mais permanente. “De acordo com as provas sobre o efeito benéfico fo LSD contra o alcoolismo, é difícil entender por que esta abordagem de tratamento foi amplamente ignorada”, eles afirmaram. Outros especialistas elogiaram o estudo, entre eles David Nutt, que já foi conselheiro do governo britânico sobre drogas e que defende um relaxamento das leis sobre drogas ilegais para permitir a realização de mais pesquisas.

“Curar a dependência de álcool requer enormes mudanças na maneira como você se vê. É isso que o LSD faz. É um efeito muito forte. É difícil encontrar algo com resultados tão bons. Provavelmente, não há nada melhor (para tratar alcoolismo)”, diz ele.

Fonte: BBC Brasil

Tags: ÁlcoolAlucinógenoDependência

Histamina é novo alvo para criação de drogas contra a esclerose múltipla

15/12/2011 11:59

 

Histamina pode ser uma molécula importante para o desenvolvimento de novos tratamentos para esclerose múltipla. A descoberta é de pesquisadores do Neurological Institute Foundation Carlo Besta em Milão, na Itália.

No estudo, os cientistas analisaram o papel da histamina em um modelo animal de esclerose múltipla e descobriram que a histamina desempenha um papel crítico na prevenção e na redução dos efeitos da doença.

“Esperamos que nosso estudo ajude a desenhar novas terapias para doenças auto-imunes e em particular a esclerose múltipla, para as quais ainda não existe uma cura definitiva”, disse a pesquisadora Roseta Pedotti.

A histamina é um neurotransmissor envolvido nas reações alérgicas e outros processos fisiológicos e patológicos. É mais conhecida pelo papel que desempenha nas reações de hipersensibilidade, como alergias, e geralmente trabalha dilatando os vasos sanguíneos e tornando as paredes dos vasos permeáveis para que as células do sistema imunológico possam se mover mais facilmente.

Os cientistas estudaram os efeitos diretos da histamina e de duas moléculas semelhantes que se ligam especificamente sobre os receptores de histamina 1 ou 2. Usando um modelo de rato com esclerose múltipla os investigadores geraram linfócitos T causadores de esclerose e, em seguida, trataram essas células com histamina ou com as duas outras moléculas.

Os efeitos desses tratamentos foram avaliados através da análise da função da célula T, incluindo proliferação, produção de citocinas, ativação de vias de sinalização intracelular e adesão a vasos cerebrais.

Os resultados mostraram que a histamina reduziu a proliferação de linfócitos T auto-reativos da mielina e a produção de interferon-gama, uma citocina essencial implicada na inflamação do cérebro e na desmielinização. Além disso, a histamina reduziu a capacidade linfócitos T auto-reativos da mielina para se aderir a vasos cerebrais inflamados, um passo crucial para o desenvolvimento de esclerose múltipla.

“Esta pesquisa é muito interessante por várias razões. Primeiro, ela aponta para a conexão inesperada entre os caminhos envolvidos na auto-imunidade e na alergia e sugere ligações não reconhecidas anteriormente entre esses diferentes tipos de respostas imunes. Em segundo lugar, como estender os estudos em modelos animais para humanos é mais trabalhoso, esses dados apontam substancialmente para um novo alvo potencial para medicamentos contra a esclerose múltipla, doenças auto-imunes e doenças do sistema nervoso central “, observou John Wherry, vice-editor do Journal of Leukocyte Biology, onde o estudo foi publicado.

Tags: Auto-imuneEsclerose múltiplaHistaminaInflamação