Cápsulas microscópicas com medicamento pode resolver o problema dos efeitos colaterais

23/08/2012 11:41

Quimioterapia

A toxicidade de muito medicamentos ocorre porque as drogas que são aplicadas por via oral, endovenosa ou intramuscular, por exemplo, vão se distribuir por todo o organismo, afetando tanto os tecidos doentes, como os sadios. Um exemplo importante é o dos agentes contra o câncer. Esses fármacos são muito tóxicos porque eles são feitos para impedir as células de se multiplicarem. Isso afeta muito mais as células que estão se dividindo rápido, como no câncer, mas também afeta as células normais do organismo. Por isso é que os cabelos caem, podem aparecer feridas na boca e problemas no sangue.

Cápsulas microscópicas

Mas se ao invés de colocar a droga no organismo de qualquer jeito, a gente pudesse colocá-la dentro de um envelope com o endereço certo para entrega no lugar da doença apenas, os efeitos colaterais iriam ser muito menores. É pensando nisso que os cientistas estão usando nanocápsulas para envelopar certos medicamentos. Nanocápsulas podem ser menores do que bactérias e, além de colocar os medicamentos lá dentro, podemos pendurar sinalizadores do lado de fora. Esses sinalizadores vão ser reconhecidos apenas pelas células alvo e desprezado pelas outras. Assim, a droga que não chegar no lugar da doença, vai ser destruída pelo organismo e jogada fora.

Chá verde

Usando esta ideia, pesquisadores na Escócia, encapsularam uma substância do chá verde em partículas marcadas com transferrina (uma proteína normal do sangue). Muitos tipos de canceres expressam receptores para transferrina e estas nanocápsulas reduziram drasticamente dois tipos muito agressivos de câncer em animais de laboratório. Mas não causaram nenhum efeito tóxico. A pesquisa foi publicada na revista Nanomedicine, em agosto de 2012.

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A nevralgia do nervo trigêmeo é tida como a pior dor que se possa sentir

23/08/2012 10:49

Dor máxima

A nevralgia do trigêmeo (NT) é tida como a pior dor que se pode sentir. É mais comum em mulheres do que homens (3:2) e costuma surgir após os 60 anos. A dor se parece com choques ou facadas, é muito violenta e pode se manifestar na região do maxilar, subir pela face e ir até o couro cabeludo. Pode aparecer de vez em quando, mas com o tempo vai se tornando mais frequente e se repetir várias vezes num dia. Atos simples como o falar, beber, escovar os dentes, mastigar, tocar no rosto, mesmo um simples vento, desencadeiam essa dor. Ela surge de repente e pode durar de alguns segundos até dois minutos.

Analgésicos especiais

Geralmente, os pacientes não tem nenhum tipo de machucado que justifique essa dor. Para piorar, nem mesmo analgésicos como morfina funcionam. É que esses analgésicos só funcionam quando a dor é causada por uma lesão, como contusões, artrites, distensão muscular, etc. Mas na NT, a dor se origina em alguma parte do nervo trigêmeo, que é responsável pelas sensações na região da cabeça. É como um curto-circuito. Para tratar, a carbamazepina, uma droga para epilepsia, é a primeira escolha. Ela vai reduzir esse curto-circuito, acabando com eles em mais ou menos 40% dos casos.

Outras opções?

Para algumas pessoas a dose de carbamazepina pode ser muito alta e elas podem ter tonturas, visão borrada, dificuldade de raciocínio, ou alergias. Se não puder continuar usando o medicamento, existe a possibilidade de tratar cirurgicamente. O neurologista vai ajudar na melhor escolha.

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Bebidas energéticas dão asas para voar, mas não seguram sua queda

16/08/2012 15:49

[FAC-SÍMILE DO ORIGINAL]

Energéticos na mira

As bebidas energéticas e outros produtos do gênero explodiram em popularidade nos últimos anos, no entanto, seu uso não é seguro. As propagandas direcionadas para os jovens, colocam este grupo especialmente em risco. A cafeína é o principal ingrediente ativo em bebidas energéticas, e seu consumo excessivo pode causar intoxicação aguda, o que resulta em vômitos, ansiedade, arritmias do coração, convulsões e morte. A cafeína pode aumentar a pressão arterial, pode afetar os padrões de sono dos adolescentes, exacerbar doenças psiquiátricas, causar dependência fisiológica, e aumentar o risco de dependência para outras drogas, como o álcool.

Cafeína e álcool

Ingerir altas doses de cafeína e bebida alcoólica aumentam os comportamentos de risco, como sexo casual desprotegido, dirigir alcoolizado, e aumento da utilização de substâncias ilícitas. A cafeína mantém o sujeito acordado, mas ele continua bêbado. A toxicidade dos ingredientes, muitas vezes presentes em bebidas energéticas, como a taurina, niacina e piridoxina, é bem menos conhecida. Recentemente, pediatras americanos anunciaram que, nos últimos anos, já foram registrados mais de 2,5 mil casos de internações e atendimentos por intoxicação por cafeína em menores de 19 anos. Esses casos de intoxicação podem ainda ser piorados com a ingestão do ecstasy, uma droga comum nas baladas.

Cortar as “asinhas”?

Embora já se conheça os efeitos da cafeína em adolescentes, não se sabe como os outros ingredientes vão interagir no organismo quando consumidos em excesso. É preciso investigação urgente sobre a segurança do uso de bebidas energéticas nos jovens. Regulamentar o uso delas pelos menores pode ser um passo necessário.