Departamento de Farmacologia
  • Segredo de toxicidade do tétano oferece nova maneira de tratar a doenças do neurônio motor

    A maneira q17089533ue a neurotoxina do tétano entra nas células do sistema nervoso foi descoberto por cientistas do Reino Unido, que mostraram que este processo pode ser bloqueado, oferecendo uma possibilidade de tratamento para o tétano. Mais ainda, esta via recém-descoberta também pode ser explorada para entregar fármacos no sistema nervoso, abrindo-se toda uma nova maneira de tratar doenças neurológicas como a doença do neurônio motor e doenças periféricas dos nervos.

    A pesquisa feita em ratos, publicada na revista Science, mostra que as proteínas chamadas nidogenas, que revestem a superfície das células nervosas, são a porta para a neurotoxina do tétano entrar no sistema nervoso.

    A neurotoxina do tétano adere às nidogenas nas superfícies das células dos nervos e, em seguida, é “transportada” para estas dentro desta células espalhando-se e causando danos em todo o sistema nervoso. Apesar de existir uma vacina eficaz para prevenir o tétano, ainda não há tratamentos para quando a doença já está instalada.

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  • Relaxante muscular pode ser um novo tratamento para uma forma rara de diabetes

    Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBSUm relaxante muscular chamado dantrolene poderá ser um tratamento para uma forma rara de diabetes, a síndrome de Wolfram. Esta síndrome geralmente causa diabetes tipo 1 em crianças muito novas que precisam de injeções de insulina várias vezes ao dia. Ela também causa perda de audição, problemas de visão e dificuldade de equilíbrio, afeta uma em cada 500 mil pessoas em todo o mundo, e muitos pacientes morrem até os 40 anos.

    O dantrolene impede a destruição de células beta produtoras de insulina, tanto em modelos animais de síndrome de Wolfram como em células cultivadas de pacientes que têm a doença. Os resultados foram publicados na edição online da revista Proceedings of the National Academy of Science (PNAS).

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  • Medicamento contra o colesterol pode evitar a histerectomia em mulheres com tumor fibroide uterino

    Foto: Genaro Joner / Agencia RBSPesquisadores da Universidade do Texas publicaram estudo mostrando que a sinvastatina, um medicamento comum para baixar o colesterol, inibe o crescimento de tumores fibroides uterinos humanos. Esses miomas uterinos não cancerosos são o tipo mais comum de tumor no sistema reprodutor feminino, sendo responsável por metade das 600 mil histerectomias (retirada do útero) realizadas anualmente apenas nos EUA. No Brasil são cerca de 150 mil por ano.

    As estatinas, tais como a sinvastatina, são comumente prescritas para baixar o colesterol no sangue. Esses fármacos trabalham impedindo as etapas iniciais da produção do colesterol. Porém, além dessa bem conhecida capacidade de baixar o colesterol, as estatinas também combatem certos tipos de tumores.

    Por exemplo, já foi mostrado que as estatinas são capazes de combater cânceres de mama, ovário, próstata, cólon, leucemia e pulmão. O efeito mostrado agora sobre tumores fibroides uterinos é o mais novo da lista.

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