Departamento de Farmacologia
  • Planárias poderão substituir mamíferos para alguns testes de toxicologia

    Guerra química

    Diariamente somos expostos a milhares de novos compostos potencialmente tóxicos, desde pesticidas a cosméticos e aditivos alimentares. Testar a segurança desses novos produtos químicos tornou-se um problema crescente, devido ao grande uso de animais como ratos de laboratório e mesmo cães.

    Por isso, estão sendo feitos muitos esforços para substituí-los por alternativas que empregam desde cultura de células até animais mais simples, como o pequeno peixe-zebra (paulistinha), permitindo aos pesquisadores rastrear milhares de potenciais toxinas mais rapidamente e a um custo reduzido.

    Vermes chatos, ou platelmintos, de água doce, podem se tornar as vedetes nessa guerra. Cientistas da Universidade da Califórnia, San Diego, EUA, descobriram que as planárias podem ser muito úteis para se prever a resposta do sistema nervoso humano aos produtos químicos tóxicos. Os pesquisadores publicaram suas descobertas na edição atual da revista Toxicological Sciences.
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  • Suco de cranberry pode ajudar a proteger contra doenças cardíacas e fatores de risco de diabetes

    A vida em um suco

    Um novo estudo publicado do The Journal of Nutrition revela que bebidas de baixa caloria contendo suco de cranberry pode ajudar a diminuir o risco de doenças crônicas que estão entre as principais causas de morte em todo o mundo, incluindo doenças cardíacas, diabetes e derrame.

    A descoberta é uma boa notícia, considerando que a Organização Mundial de Saúde estima que esse trio de doenças mata anualmente 15,6 milhões de pessoas em todo o mundo. Estas doenças estão entre as mais comuns e dispendiosas para os sistemas de saúde, mas, felizmente, elas também estão entre as mais evitáveis através de intervenção dietética. Isso é o que a pesquisa conclui, mostrando que o cranberry fornece uma rica fonte de compostos protetores, chamados polifenóis, que reforçam as defesas naturais do nosso corpo.

    O cranberry é uma frutinha natural da América do Norte e por isso mais conhecida pelo seu nome em inglês mesmo. Ela se parece com uma cereja.

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  • Medicamentos antipsicóticos de ação prolongada podem melhorar o tratamento para a esquizofrenia

    Entre dois mundos

    A esquizofrenia, que afeta de 2 a 3 milhões de pessoas nos EUA (1,6 milhão no Brasil), provoca alucinações, delírios e desorganização. Não tratada, a doença pode causar perda significativa na qualidade de vida, incluindo o desemprego e distanciamento de seus entes queridos.

    Mas muitas pessoas com esquizofrenia podem controlar a doença e viver sem sintomas por vários anos se eles tomarem disciplinadamente a medicação antipsicótica prescrita, que normalmente é uma pílula diária. O problema é que muitas pessoas não mantém esse tratamento depois que os sintomas melhoram.

    Um estudo da Universidade da Califórnia — Los Angeles (UCLA) descobriu que as pessoas que tomaram uma forma injetável de longa ação da risperidona — aplicada a cada duas semanas — tiveram um risco substancialmente menor de recaídas do que as pessoas que tomaram a medicação diária em comprimidos. O estudo saiu na edição de 24 de junho na revista JAMA Psychiatry.

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