Dependência é o impulso que leva ao uso repetitivo de uma droga

09/08/2012 17:57

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Equilíbrio emocional

Em nosso cérebro existem áreas responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar que são ativadas por coisas que nos fazem sentir bem como alimentos muito calóricos, vitória do time preferido, a pessoa amada, realizar um bom trabalho, etc. E tem áreas responsáveis pelas sensação de medo, angústia e ansiedade, que são ativadas por coisas como um cachorro bravo, sons de sirenes ou tiros, falar para uma plateia, vestibular, etc,etc. Numa vida saudável, nós vivemos diariamente os dois tipos de sensações de forma equilibrada.

Dependência

Algumas drogas são capazes de ativar estas áreas do bem-estar. O álcool causa uma leve sensação agradável e desinibidora. Drogas como a maconha, ópio, cocaína e anfetaminas vão causar sensações mais intensas. Dependência é o impulso que leva a pessoa a usar uma droga de forma repetitiva para obter prazer, mas pode ser também para aliviar tensões, ansiedades, medos, sensações físicas desagradáveis, etc. Os sinais da dependência aparecem quando o indivíduo tenta diminuir o uso da droga: é a síndrome de abstinência. Existe a dependência física e a psicológica. Na dependência física, como no caso do álcool por exemplo, a abstinência pode ocasionar tremor nas mãos, ânsia de vômitos, alucinações e até a morte. Já a dependência psicológica causa ansiedade, sensação de vazio, dificuldade de concentração, descontrole emocional, etc.

Drogas e remédios

Muitos medicamentos também podem causar dependência, como ansiolíticos, analgésicos narcóticos e emagrecedores. A dependência física pode ser tratada, mas o que costuma fazer a pessoa voltar a usar drogas é a dependência psicológica, que não pode ser resolvida de forma relativamente rápida e simples como a dependência física.

Uso de ecstasy pode lesionar neurônios e deixar sequelas graves

02/08/2012 19:11

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O que é o ecstasy?

Em algumas partes do cérebro, um neurônio conversa com outro por meio de substâncias químicas como a serotonina, dopamina e noradrenalina. Um neurônio fala liberando uma monoamina. O final da conversa acontece quando a monoamina é recolhida de volta. O ecstasy, ou MDMA, inibe esta captação de volta para o neurônio, e também faz com que os neurônios liberem mais quando começam a conversar. É como se estes neurônios gritassem uns com os outros! Os efeitos sobre a serotonina determinam os efeitos alucinógenos, enquanto as alterações de dopamina e noradrenalina são responsáveis pela euforia inicial e tristeza de rebote mais tarde. O MDMA é amplamente utilizado como “droga de festa”, mas traz graves riscos, tanto a curto como a longo prazo.

Salto no vazio

O MDMA pode causar problemas cardíacos e morte súbita. Também pode causar uma febre muito forte que leva a lesão dos músculos e dos rins. Isto pode ser exacerbado por danças em que se gaste muita energia e por alta temperatura ambiente. Parece que certos indivíduos podem ser particularmente susceptíveis a este risco. Pior ainda, é muito comum os tabletes de ecstasy virem batizados com outras substâncias como anfetamina, efedrina e até a para-metoxianfetamina que é muito tóxica.

Final infeliz

Os efeitos tardios do MDMA persistem por alguns dias e compreendem depressão, ansiedade, irritabilidade e aumento da agressividade – a “melancolia do meio da semana”. Também há evidências de efeitos deletérios de longo prazo sobre a memória e outras funções mentais em consumidores de MDMA. Resumindo, o uso recreacional da MDMA não é inteligente.

Medicamento de ultima geração para o câncer de mama será oferecido gratuitamente pelo SUS

26/07/2012 13:02

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Um câncer muito agressivo

O câncer de mama é o segundo tipo mais comum no mundo e o primeiro entre as mulheres. Um quarto dos casos deste câncer, apresentam uma mutação genética que os tornam ainda mais agressivos e duros de tratar. Estas células cancerosas passam a exibir em sua superfície grande quantidade de uma proteína chamada HER2, que as tornam diferentes das outras células do corpo. Acredita-se que a superprodução dessa proteína é responsável pela maior agressividade desses casos de câncer.

Direto no alvo

Geralmente, as drogas contra o câncer causam muitos efeitos tóxicos porque não agem apenas no câncer, mas também em outras células do nosso organismo. E quanto mais agressivo é o câncer, drogas mais fortes e mais tóxicas são usadas. Fabricado através de uma tecnologia especial para a produção de anticorpos em camundongos, o trastuzumabe tem a proteína HER2 como alvo específico. Esse anticorpo é considerado o tratamento mais avançado para esta forma agressiva do câncer e menos tóxico para o paciente, porque ele só age nas células cancerosas e não nas células sadias. O trastuzumabe controla o avanço da doença e reduz a possibilidade do câncer se espalhar pelo corpo.

De graça no SUS

O medicamento é muito caro, cerca de 7 mil reais cada frasco, e vinha sendo obtido judicialmente por pacientes da rede pública de saúde. Agora o Ministério da Saúde vai incorporar o Trastuzumabe na lista de remédios distribuídos gratuitamente pelo SUS, com isso a compra no atacado com o fabricante permitirá uma grande economia para o governo.