Um estudo publicado na edição de julho do jornal Laboratory Investigation, pesquisadores do Veterans Affairs Medical Center, Kansas City (EUA), mostraram que uma dose diária de aspirina pode ser eficaz em bloquear o crescimento do câncer de mama. O segredo, dizem os cientistas, é garantir que as condições ao redor das células-tronco cancerosas não sejam propícias para sua reprodução, algo que aspirina parece ser capaz de fazer. Apesar dos bons tratamentos atuais, um grande problema ainda é que a doença pode voltar depois de uns cinco ou 10 anos. O câncer tem células-tronco, ou células residuais. Essas células sobreviveram aos agentes de quimioterapia e estarão dormentes até que as condições no corpo sejam mais favoráveis para se reproduzirem. Quando elas reaparecem, podem gerar tumores muito mais agressivos.
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Aspirina diária pode bloquear o crescimento do câncer de mama e outros tipos
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Testes de drogas em cães de estimação com câncer podem acelerar avanços na oncologia humana
Em um encontro promovido pelo Fórum de Política Nacional do Câncer dos Estados Unidos, o Dr. Timothy Fan, professor de medicina clínica veterinária da Universidade de Illinois, e 15 outros especialistas na área descreveram os benefícios do uso de cães de estimação para testes de drogas contra o câncer.
Apenas nos Estados Unidos, existem cerca de 70 milhões de cães de estimação e cerca de 25% deles irá desenvolver algum tipo de câncer em sua vida. Cães de estimação ajudam a desenvolver medicamentos para as pessoas, mas ao mesmo tempo ajudam a desenvolver tratamentos mais eficazes para sua própria cura.
E, assim, sem precisar criar cães de laboratório, que geralmente são sacrificados ao final dos experimentos. Os cães de estimação são ótimos sujeitos para esses estudos, disse Fan. Eles tendem a desenvolver o câncer na velhice, assim como as pessoas. As diferenças entre eles é similar ao que se observa entre os humanos e, o tamanho e a velocidade de crescimento dos tumores são parecidos.
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Desvendando a ação da pimenta ajudará a desenvolver novos analgésicos
Descoberta quente

A Capsaicina é o ingrediente que dá a sensação de ardência das pimentas. Ela ativa a mesma via do corpo que é ativada quando tocamos uma chapa quente no fogão, por exemplo.
Essa via sensorial também é ativada, ou sensibilizada, quando temos uma inflamação ou infecção. Beber uma xícara de chá quente pode ser bem doloroso quando estamos com a garganta inflamada.
Investigadores da Universidade da Califórnia, em Davis, EUA, identificaram as interações moleculares que permitem que a capsaicina ative essa via do corpo para detecção do calor doloroso, abrindo o caminho para o desenho de drogas mais seletivas e eficazes para aliviar a dor. Esse estudo foi publicado esta semana na revista Nature Chemical Biology.
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