Departamento de Farmacologia
  • Por onde andam os medicamentos em nosso corpo – parte 2

    http://brasilescola.uol.com.br/upload/conteudo/images/a-circulacao-nos-mamiferos-dupla-fechada-577d45ba2f08d.jpgA barreira sangue-cérebro
    Continuando o assunto que começamos (veja postagem de 29/8), quando os medicamentos chegam no sangue, eles vão se espalhar para o corpo todo, ou quase. Acontece que o sistema nervoso, isto é o cérebro e a medula espinhal, são protegidos por uma barreira que impede que certas substâncias atravessem de um lado para o outro.

    Chamada de barreira sangue-cérebro, ela  dificulta, e as vezes impede, que medicamentos cheguem ao sistema nervoso. Por um lado isso pode ser bom, pois tem medicamentos que só precisam agir nos órgãos periféricos como coração, estômago, rins, etc. Porém, isso pode ser ruim quando nós queremos atingir um tumor no cérebro e um bom agente anticâncer que poderia ajudar, não consegue chegar no local por causa dessa barreira.
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  • Gravidade da epidemia de Zika pode ser maior do que se imagina

    Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

    Uma pesquisa realizada por pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, SP (Famerp) e apoiada pela Fapesp sugere que a epidemia causada pelo vírus zika no Brasil pode ser muito maior do que dizem as estatísticas oficiais, pois parte dos casos é confundida com dengue. Foram analisadas, com técnicas mais precisas, amostras sanguíneas de 800 pacientes que haviam recebido diagnóstico de dengue, atendidos entre janeiro e agosto de 2016. Para surpresa geral, a infecção pelo vírus da dengue só foi confirmado em 400 amostras. Porém, em mais de 100 dos casos analisados encontraram o vírus Zika e, em uma das amostras, foi identificado até mesmo o vírus causador da febre chikungunya!Nas outras quase 300 amostras restantes não foi encontrado nenhum desses três vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti. Sugerindo que nesses pacientes, casos de gripe ou de outras viroses, foram confundidos com a dengue. Essa pesquisa foi publicada em agosto no Journal of Clinical Virology 
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  • Por onde andam os medicamentos em nosso corpo?

    Resultado de imagem para rota dos medicamentosVocê tem curiosidade para saber como os medicamentos que tomamos chega nos lugares que devem chegar em nosso organismo? Em cápsulas, comprimidos, gotas ou xarope, os medicamento tomados pela boca tem um duro caminho até atingirem seus alvos. O estômago é muito ácido (pH entre 1 e 2) e essa acidez pode ser muito prejudicial a alguns medicamentos, destruindo-o antes que ele consiga seguir adiante no organismo. Por causa disso, se costumam usar as cápsulas ou comprimidos revestidos. As cápsulas são fáceis de identificar. São feitas de um tipo de gelatina seca em duas partes que se encaixam, fechando o medicamento em pó dentro dela. Já os comprimidos revestidos podem ser facilmente diferenciados dos comprimidos comuns pela ausência daquele sulco que divide o comprimido em duas partes. Os revestidos não tem esse sulco, como forma de avisar que estes comprimidos jamais devem ser partidos ao meio antes de tomá-los.
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