Departamento de Farmacologia
  • Injeção na espinha é bom para a dor?

     Foto: Jefferson Botega / Agencia RBSPois é, em certas situações é bem melhor tomar um analgésico diretamente na medula espinhal, do que pela veia ou simplesmente por via oral. Durante cirurgias, e até mesmo no parto, é comum o anestesista injetar morfina por via epidural ou raquidiana. Na via epidural a introdução da agulha é mais superficial, mas na raquidiana é mesmo dentro do canal da medula espinhal.

    O procedimento é muito vantajoso para o paciente, pois colocando o analgésico diretamente neste local, há grande alívio da dor, sem efeitos colaterais como enjoos, prisão de ventre, sonolência, queda de pressão, entre outros. Esses efeitos colaterais são mais comuns quando se usam opioides como a morfina por via sistêmica, isto é, quando tomada pela boca ou injetada na veia.
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  • Substâncias da maconha podem virar medicamento contra o estresse pós-traumático

    Agência Brasil/DivulgaçãoTraumas emocionais violentos como, por exemplo, sofrer um assalto, acidentes graves ou morte de pessoas muito próximas, pode causar um problema psiquiátrico chamado de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Pessoas com esse tipo de problema reagem de forma exagerada a situações de medo ou ansiedade comuns, exibindo os mesmos sentimentos de tristeza, pavor, dor ou pânico que sentiu quando experimentou aquela violência ou tragédia original.

    A farmacologista Cristina Stern, atualmente na Universidade Federal do Paraná, estudou o efeito dos canabinoides (princípio ativo da maconha) em um modelo em ratos que tenta imitar o estresse pós-traumático dos humanos. A pesquisa foi supervisionada pelos professores Leandro Bertoglio e Reinaldo Takahashi, do Departamento de Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina, que também contou com pesquisadores da USP de Ribeirão Preto (SP).
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  • Encontrada ligação entre o diabetes e a doença de Alzheimer

    Medicamentos utilizados para tratar o diabetes também podem ser usados para tratar a doença de Alzheimer, e vice-versa, de acordo com um estudo recente da Universidade de Aberdeen, na Escócia. Esse é também o primeiro estudo desse tipo que mostra que a doença de Alzheimer pode levar ao diabetes. Até agora, acreditava-se que pessoas obesas desenvolvem diabetes tipo 2 e, então, estariam mais propensas a desenvolver demência. Quer dizer que o diabetes começava como um defeito no pâncreas ou por causa de uma dieta muito rica em gordura e açúcar. Nesse estudo mostrou-se que as alterações no cérebro causadas pelo Alzheimer podem, igualmente, levar ao desenvolvimento de um diabetes muito severo.
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