Departamento de Farmacologia
  • Antibiótico doxiciclina pode ser esperança no tratamento do Parkinson

    Publicado em 17/03/2017 às 10:53

    Um estudo publicado na revista Scientific Reports, sugere que o medicamento antibiótico doxiciclina – usado há mais de meio século contra infecções bacterianas – poderá ser usado também, em doses mais baixas, para o tratamento da doença de Parkinson. Segundo os autores deste trabalho, entre eles brasileiros, argentinos e franceses, esse antibiótico pode diminuir os efeitos tóxicos de uma proteína chamada alfa-sinucleína. Em certas situações, essa proteína se acumula no cérebro e destrói as células do sistema nervoso central.

    A morte dos neurônios dopaminérgicos (produtores do neurotransmissor dopamina) é o principal evento relacionado ao desenvolvimento de sintomas como tremores, lentidão de movimentos voluntários e rigidez, entre outros. Não há atualmente fármacos capazes de impedir que esse processo degenerativo progrida.
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  • Injeção de tramadol na medula espinhal pode ser opção para certos casos de artrite

    Publicado em 10/03/2017 às 18:59

    Foto:  Gilmar de SouzaDentre as desordens articulares com maior impacto na sociedade, incluem-se a osteoartrite, a artrite reumatoide, as espondiloartropatias (artrite reativa), a osteoporose, as desordens espinhais e o trauma em membros. A osteoartrite é a forma mais prevalente, chegando a acometer 30% da população adulta, a artrite reumatoide cerca de 1% e as artrites reativas, pertencentes ao grupo das espondiloartropatias, 0,5% da população mundial.

    Essas condições causam grande impacto social, médico e econômico, sendo também a causa mais comum de dor e incapacidade física. Com o envelhecimento da população, todos esses problemas articulares tendem a aumentar proporcionalmente. Os tratamentos incluem desde exercícios físicos e mudanças no estilo de vida, passando pelos medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios, chegando até aos procedimentos de infiltração articular e cirurgias. Porém um estudo recente feito na Universidade Federal de Santa Catarina, sugere que uma droga já bastante conhecida, poderá ser de grande ajuda no futuro.
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  • Esketamina, um antidepressivo instantâneo?

    Publicado em 10/03/2017 às 18:52

    Wikimedia/ReproduçãoUm novo estudo publicado na revista Biological Psychiatry relata que a esketamina, um componente do anestésico geral ketamina, mostra rápida e significativa melhoria nos sintomas depressivos em pacientes que não respondem às terapias atualmente disponíveis. O estudo teve como objetivo demonstrar a eficácia e segurança da esketamina na esperança de satisfazer uma necessidade clínica há muito aguardada de terapias que podem resolver a depressão resistente ao tratamento.

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  • Apenas 20 minutos de exercício físico já mostram ação como anti-inflamatório

    Publicado em 10/03/2017 às 18:47

    Wikimedia Commons/DivulgaçãoÉ bem sabido que a atividade física regular traz benefícios à saúde, incluindo controle de peso, fortalecimento do coração, ossos e músculos, além de reduzir o risco de certas doenças. Recentemente, pesquisadores da Universidade da Califórnia San Diego School of Medicine descobriram que o exercício moderado também pode atuar como um anti-inflamatório. Os resultados têm implicações encorajadoras para doenças crônicas como artrite, fibromialgia e para condições mais difundidas, como a obesidade.

    O estudo, recentemente publicado on-line na revista científica Cérebro, Comportamento e Imunidade (Brain, Behavior and Immunity), mostrou que uma sessão de 20 minutos de exercício moderado pode estimular o sistema imunológico, produzindo uma resposta celular anti-inflamatória. “Cada vez que nos exercitamos, estamos realmente fazendo algo de bom para o nosso corpo em muitos níveis, incluindo o sistema imunológico“, afirmam os autores do estudo, “mas descobrir como esse processo acontece é a chave para maximizar com segurança esses benefícios”, completam.
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