Departamento de Farmacologia
  • Não só plantas, também animais medicinais

    [FAC-SÍMILE DO ORIGINAL]

    Remédio de cobra?

    Sempre pensamos nas plantas como grande fornecedoras de medicamentos, isso é verdade, mas os animais também podem ser. Muitas pessoas que sofrem de pressão alta, p.ex., devem muito a uma serpente brasileira – a jararaca (Bothrops jararaca). O desenvolvimento médico devem muito aos animais, pois sem a ajuda deles não teríamos a maioria dos avanços que temos hoje nas áreas de medicamentos, cirurgias, próteses e diagnósticos. E ainda vamos precisar por muito tempo. Mas hoje vamos falar como uma serpente nos deu um importante medicamento.

    Cientista brasileiro

    Nos anos 1960, um jovem médico brasileiro chamado Sérgio Henrique Ferreira, trabalhando com um pesquisador muito importante na época o Dr. Maurício Rocha e Silva, descobriu que havia uma proteína no veneno da jararaca que era capaz de relaxar os vasos sanguíneos, por inibir a produção de uma substância em nosso organismo (a angiotensina II), que faz subir a pressão. Essas pesquisas acabaram interessando uma indústria farmacêutica inglesa, que fabricou uma substância semelhante a essa proteína, mas que poderia ser tomada por via oral sem ser destruída no estômago. Assim nasceu o captopril, hoje um dos medicamentos mais receitados para o tratamento da pressão alta.

    O que não mata…trata!

    Hoje em dia, muitas toxinas e venenos de serpentes, aranhas e até organismos marinhos estão sendo estudados para o desenvolvimento de novos medicamentos. Uma outra contribuição brasileira será um analgésico potente extraído do veneno da cascavel (Crotalus durissus), que vem sendo pesquisado no Instituto Butantan, em São Paulo.


  • A boa e velha aspirina

    [FAC-SÍMILE DO ORIGINAL]

    [Da árvore para o comprimido.]

    Apesar de escritos do médico grego Hipócrates (século V a.C) já comentarem os efeitos analgésicos e antifebril das cascas do salgueiro branco (Salix alba), o mundo moderno só começou a utilizá-lo na medicina depois que o pastor britânico Edmund Stone em 1763 descreveu de forma científica suas propriedades na febre. A aspirina foi sintetizada em 1899, a partir do ácido salicílico que é retirado das cascas desta árvore. Apesar de ter mais de 100 anos, é impressionante como nas últimas décadas ainda se descubram novos usos para este fármaco.

    [Bom para o coração e câncer]

    Muitas pessoas já tomam pequenas doses diárias de aspirina para prevenir problemas cardiovasculares como trombose, derrame e aterosclerose. Agora, em um estudo que tinha como objetivo comparar pacientes que tomavam aspirina para prevenir doenças cardíacas com aqueles que não tomavam, pesquisadores britânicos verificaram que a droga reduziu em 25% os casos de câncer nesses pacientes no período de 3 anos e o risco de morte por câncer em 15% num período de cinco anos. Se os pacientes consumiam aspirina por mais tempo, as mortes relacionadas a câncer caíam ainda mais – 37% após cinco anos. Doses baixas de aspirina também pareceram reduzir a probabilidade do câncer, principalmente no intestino, se espalhar para outras partes do corpo (metástase) em até 50% em alguns casos.

    [Hemorragias]

    Porém, deve-se tomar cuidado, pois este medicamento continua sendo responsável por causar sangramentos estomacais e problemas nos rins, se não for usado corretamente. Por isso deve-se consultar os médicos para saber se você pode tomar a aspirina diariamente e em que doses.


  • Comunicação interrompida

    Bloqueio de sinal químico emitido pela versão saudável do príon pode originar terapia contra Alzheimer e tumor cerebral.

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