Departamento de Farmacologia
  • Aspirina para crianças é perigoso!

    Aspirina para crianças é perigoso!

    Até uns anos atrás, quando uma criança tinha febre, os pais iam logo dando melhoral® infantil, sem nenhuma cerimônia. Esse medicamento contém o ácido acetil salicílico, o mesmo que AAS ou aspirina. O que não se sabia antigamente, era que esse fármaco causa uma intoxicação muito grave em crianças que estejam com infecção viral. Essa condição recebeu o nome de síndrome de Reye. Isso não acontece facilmente, mas quando acontece é quase sempre fatal.

    O que é o síndrome de Reye?

    Quando a criança está com febre, pode ser devido a bactérias, como na infecção de garganta, de ouvido, etc. Ou pode ser por vírus, como nas gripes e resfriados, catapora, ou mesmo na dengue. O fígado de algumas crianças com infecção viral, começa a se destruir por causa de substâncias muito tóxicas que ele produz ao tentar metabolizar a aspirina. Depois, estas substâncias tóxicas vão parar na corrente sanguínea e chegam ao cérebro. Lá começam a causar inchaço no cérebro, que pode danificá-lo seriamente. Os sintomas que a criança costuma apresentar começam com erupções na pele, vômitos, confusão e moleza no corpo. Depois disso, a criança começa a não mais responder aos chamados e não para mais em pé. Então vem o estado de coma e parada respiratória.

    O que fazer?
    Em primeiro lugar, nunca se deve dar AAS, melhoral ou aspirina para crianças com febre. Prefira a dipirona para isso. Mas se isto acontecer, aos primeiros sinais ela deve ser levada para a emergência médica e informar o que foi dado a criança. Com o suporte adequado, as vezes é possível recuperação.


  • Cientistas israelenses desenvolvem maconha medicinal sem ‘barato’

    Cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém desenvolveram um tipo de maconha medicinal, neutralizando a substância THC, que gera os efeitos cognitivos e psicológicos conhecidos como “barato”.

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  • Overdose de paracetamol é a principal causa de insuficiência hepática aguda

    Consumo exagerado de paracetamol
    Muitas pessoas correm o risco de acidentalmente tomar overdose de medicamentos para dor vendidos sem receita, segundo um novo estudo publicado pelo Dr. Michael Wolf, da Universidade Northwestern, em Chicago (EUA). Nos EUA, usa-se regularmente medicação para a dor que contém paracetamol, a medicação para a dor mais usada lá e, provavelmente, também aqui no Brasil. O paracetamol é consumido sozinho ou em combinação com outras drogas, como nos antigripais. É preocupante, pois overdose de paracetamol é a principal causa de insuficiência hepática aguda.

    O estudo
    Wolf e seus colegas entrevistaram 500 pacientes adultos. Mais da metade dos pacientes relataram algum uso do paracetamol e 19% eram “usuários pesados”, ou seja, tinham tomado quase todos os dias, nos 6 meses anteriores. Avaliaram se os pacientes sabiam qual era a dose máxima diária do paracetamol, e se respeitavam o limite. Também testaram qual era o risco destes pacientes tomarem dois produtos diferentes contendo paracetamol, sem saber. Quase 25% dos participantes estavam em risco de overdose da medicação, por excederem a dose de 4 gramas por dia, e 5% cometeu erros graves por tomarem mais de 6 gramas. Além disso, quase metade estavam em risco de overdose por consumirem sem saber dois produtos que contém paracetamol.

    Conclusões
    Os autores concluíram que muitos consumidores não sabem qual é o ingrediente ativo em medicamentos para a dor de venda livre, nem respeitam as instruções das bulas. Devido ao grande risco de intoxicação e a falta de aconselhamento aos consumidores, os pesquisadores acreditam que isso seja uma ameaça grave de saúde pública.