Departamento de Farmacologia
  • Bebidas energéticas dão asas para voar, mas não seguram sua queda

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    Energéticos na mira

    As bebidas energéticas e outros produtos do gênero explodiram em popularidade nos últimos anos, no entanto, seu uso não é seguro. As propagandas direcionadas para os jovens, colocam este grupo especialmente em risco. A cafeína é o principal ingrediente ativo em bebidas energéticas, e seu consumo excessivo pode causar intoxicação aguda, o que resulta em vômitos, ansiedade, arritmias do coração, convulsões e morte. A cafeína pode aumentar a pressão arterial, pode afetar os padrões de sono dos adolescentes, exacerbar doenças psiquiátricas, causar dependência fisiológica, e aumentar o risco de dependência para outras drogas, como o álcool.

    Cafeína e álcool

    Ingerir altas doses de cafeína e bebida alcoólica aumentam os comportamentos de risco, como sexo casual desprotegido, dirigir alcoolizado, e aumento da utilização de substâncias ilícitas. A cafeína mantém o sujeito acordado, mas ele continua bêbado. A toxicidade dos ingredientes, muitas vezes presentes em bebidas energéticas, como a taurina, niacina e piridoxina, é bem menos conhecida. Recentemente, pediatras americanos anunciaram que, nos últimos anos, já foram registrados mais de 2,5 mil casos de internações e atendimentos por intoxicação por cafeína em menores de 19 anos. Esses casos de intoxicação podem ainda ser piorados com a ingestão do ecstasy, uma droga comum nas baladas.

    Cortar as “asinhas”?

    Embora já se conheça os efeitos da cafeína em adolescentes, não se sabe como os outros ingredientes vão interagir no organismo quando consumidos em excesso. É preciso investigação urgente sobre a segurança do uso de bebidas energéticas nos jovens. Regulamentar o uso delas pelos menores pode ser um passo necessário.


  • Dependência é o impulso que leva ao uso repetitivo de uma droga

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    Equilíbrio emocional

    Em nosso cérebro existem áreas responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar que são ativadas por coisas que nos fazem sentir bem como alimentos muito calóricos, vitória do time preferido, a pessoa amada, realizar um bom trabalho, etc. E tem áreas responsáveis pelas sensação de medo, angústia e ansiedade, que são ativadas por coisas como um cachorro bravo, sons de sirenes ou tiros, falar para uma plateia, vestibular, etc,etc. Numa vida saudável, nós vivemos diariamente os dois tipos de sensações de forma equilibrada.

    Dependência

    Algumas drogas são capazes de ativar estas áreas do bem-estar. O álcool causa uma leve sensação agradável e desinibidora. Drogas como a maconha, ópio, cocaína e anfetaminas vão causar sensações mais intensas. Dependência é o impulso que leva a pessoa a usar uma droga de forma repetitiva para obter prazer, mas pode ser também para aliviar tensões, ansiedades, medos, sensações físicas desagradáveis, etc. Os sinais da dependência aparecem quando o indivíduo tenta diminuir o uso da droga: é a síndrome de abstinência. Existe a dependência física e a psicológica. Na dependência física, como no caso do álcool por exemplo, a abstinência pode ocasionar tremor nas mãos, ânsia de vômitos, alucinações e até a morte. Já a dependência psicológica causa ansiedade, sensação de vazio, dificuldade de concentração, descontrole emocional, etc.

    Drogas e remédios

    Muitos medicamentos também podem causar dependência, como ansiolíticos, analgésicos narcóticos e emagrecedores. A dependência física pode ser tratada, mas o que costuma fazer a pessoa voltar a usar drogas é a dependência psicológica, que não pode ser resolvida de forma relativamente rápida e simples como a dependência física.


  • Uso de ecstasy pode lesionar neurônios e deixar sequelas graves

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    O que é o ecstasy?

    Em algumas partes do cérebro, um neurônio conversa com outro por meio de substâncias químicas como a serotonina, dopamina e noradrenalina. Um neurônio fala liberando uma monoamina. O final da conversa acontece quando a monoamina é recolhida de volta. O ecstasy, ou MDMA, inibe esta captação de volta para o neurônio, e também faz com que os neurônios liberem mais quando começam a conversar. É como se estes neurônios gritassem uns com os outros! Os efeitos sobre a serotonina determinam os efeitos alucinógenos, enquanto as alterações de dopamina e noradrenalina são responsáveis pela euforia inicial e tristeza de rebote mais tarde. O MDMA é amplamente utilizado como “droga de festa”, mas traz graves riscos, tanto a curto como a longo prazo.

    Salto no vazio

    O MDMA pode causar problemas cardíacos e morte súbita. Também pode causar uma febre muito forte que leva a lesão dos músculos e dos rins. Isto pode ser exacerbado por danças em que se gaste muita energia e por alta temperatura ambiente. Parece que certos indivíduos podem ser particularmente susceptíveis a este risco. Pior ainda, é muito comum os tabletes de ecstasy virem batizados com outras substâncias como anfetamina, efedrina e até a para-metoxianfetamina que é muito tóxica.

    Final infeliz

    Os efeitos tardios do MDMA persistem por alguns dias e compreendem depressão, ansiedade, irritabilidade e aumento da agressividade – a “melancolia do meio da semana”. Também há evidências de efeitos deletérios de longo prazo sobre a memória e outras funções mentais em consumidores de MDMA. Resumindo, o uso recreacional da MDMA não é inteligente.