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Uma bomba injetando morfina direto na coluna espinhal pode resolver dores crônicas com menos efeitos colaterais
[Entrega à domicilio]
Atualmente, mais do que conseguirmos medicamentos novos, um dos maiores desafios da farmacologia é diminuir os efeitos colaterais dos medicamentos que dispomos. Entregar os medicamentos no local certo é uma das estratégias para reduzir os efeitos colaterais e assim manterem tratamentos longos com boa qualidade de vida. A morfina, por exemplo, é um excelente analgésico, mas seu uso prolongado pode causar alterações hormonais, ânsia de vômito, sono, prisão de ventre, e tolerância. A tolerância pode ser a pior coisa, pois significa que a droga não mais apresentará efeito, ou seja, a dor não vai ser controlada.
[Injeção direta]
Alguns tipos de dor crônica, incluindo aqui a fibromialgia, podem ser tratados com morfina. Mas para evitar sua aplicação por via oral, intramuscular ou intravenosa, que vai fazer com que a droga se distribua por todo o corpo, os médicos estão usando a injeção direta no canal da coluna espinhal. O paciente recebe o implante de uma bomba carregada com o medicamento na barriga. Desta bomba sai um tubo fino e flexível que vai para dentro do canal espinhal. A bomba é programada para injetar uma quantidade muito pequena de droga, em um horário fixo, todos os dias. Dessa forma, cada microinjeção de morfina tem um efeito analgésico muito mais duradouro e não causa aqueles efeitos colaterais.
[Solução extrema]
A injeção intra-espinhal de drogas ainda é uma solução extrema. Só vai ser tentada se o paciente não responder bem aos tratamentos convencionais ou sofrer muito com os efeitos colaterais, pois é uma intervenção cirúrgica e sempre tem riscos.

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Cápsulas microscópicas com medicamento pode resolver o problema dos efeitos colaterais
A vetorização de um composto do extrato de chá verde pode ser uma nova arma no combate ao câncer, de acordo com uma pesquisa recém publicada da Universidade de Strathclyde em Glasgow (Escócia).
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A nevralgia do nervo trigêmeo é tida como a pior dor que se possa sentir
Dor máxima
A nevralgia do trigêmeo (NT) é tida como a pior dor que se pode sentir. É mais comum em mulheres do que homens (3:2) e costuma surgir após os 60 anos. A dor se parece com choques ou facadas, é muito violenta e pode se manifestar na região do maxilar, subir pela face e ir até o couro cabeludo. Pode aparecer de vez em quando, mas com o tempo vai se tornando mais frequente e se repetir várias vezes num dia. Atos simples como o falar, beber, escovar os dentes, mastigar, tocar no rosto, mesmo um simples vento, desencadeiam essa dor. Ela surge de repente e pode durar de alguns segundos até dois minutos.
Analgésicos especiais
Geralmente, os pacientes não tem nenhum tipo de machucado que justifique essa dor. Para piorar, nem mesmo analgésicos como morfina funcionam. É que esses analgésicos só funcionam quando a dor é causada por uma lesão, como contusões, artrites, distensão muscular, etc. Mas na NT, a dor se origina em alguma parte do nervo trigêmeo, que é responsável pelas sensações na região da cabeça. É como um curto-circuito. Para tratar, a carbamazepina, uma droga para epilepsia, é a primeira escolha. Ela vai reduzir esse curto-circuito, acabando com eles em mais ou menos 40% dos casos.
Outras opções?
Para algumas pessoas a dose de carbamazepina pode ser muito alta e elas podem ter tonturas, visão borrada, dificuldade de raciocínio, ou alergias. Se não puder continuar usando o medicamento, existe a possibilidade de tratar cirurgicamente. O neurologista vai ajudar na melhor escolha.




