Departamento de Farmacologia
  • Gel de curcumina é eficaz no tratamento de queimaduras

    Tratamento de cinco dias de aplicação do gel em queimadura, e o resultado após seis semanas Foto: Madalene Heng / DivulgaçãoEm um estudo publicado na revista científica BioDiscovery, a dra. Madalene Heng, professora da Escola de Medicina David Geffen, Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA, afirma que o uso de gel de curcumina tópico para o tratamento de lesões de pele, como queimaduras, é muito melhor e mais eficaz do que se a substância for administrada na forma de comprimidos por via oral. “O gel de curcumina parece funcionar muito melhor quando usado na pele porque a preparação do gel permite que a curcumina penetre na pele”, explica Heng. Neste estudo, o gel de curcumina foi usado em queimaduras para reduzir a gravidade da lesão, diminuir a dor e inflamação, e melhorar a cicatrização deixando menos cicatrizes.

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  • Doxiciclina é esperança no tratamento do Parkinson

    Um estudo publicado na revista Scientific Reports, sugere que o medicamento antibiótico doxiciclina – usado há mais de meio século contra infecções bacterianas – poderá ser usado também, em doses mais baixas, para o tratamento da doença de Parkinson. Segundo os autores deste trabalho, entre eles brasileiros, argentinos e franceses, esse antibiótico pode diminuir os efeitos tóxicos de uma proteína chamada alfa-sinucleína. Em certas situações, essa proteína se acumula no cérebro e destrói as células do sistema nervoso central.

    A morte dos neurônios dopaminérgicos (produtores do neurotransmissor dopamina) é o principal evento relacionado ao desenvolvimento de sintomas como tremores, lentidão de movimentos voluntários e rigidez, entre outros. Não há atualmente fármacos capazes de impedir que esse processo degenerativo progrida.
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  • Análise de minicérebros artificiais humanos por radiação sincrotron

    Para o feto humano se desenvolver bem, diversos fatores como vitaminas e minerais precisam estar presentes. Em novo estudo publicado na revista científica PeerJ, pesquisadores brasileiros descreveram a composição e distribuição desses nutrientes em minicérebros humanos, estruturas tridimensionais criadas em laboratório a partir de células-tronco. Mas não se espante, não são cérebros que pensam de verdade!
    Até então, a investigação de nutrientes cerebrais por raio-x em seres humanos só era possível em tecido cerebral sem vida, isto é, retirados de pessoas mortas.
    Os pesquisadores brasileiros utilizaram a radiação sincrotron, uma espécie de raios-X muito poderoso, para bombardear o tecido cerebral criado no laboratório e registrar como cada átomo desse tecido reagia ao bombardeio. Como cada tipo de átomo das substâncias vibram de uma maneira diferente quando são atingidos pelos raios-X. A técnica permite identificar, de forma precisa, a composição química dos minicérebros, também conhecidos como organoides cerebrais. Desta maneira, os cientistas descreveram como o fósforo, potássio, enxofre, cálcio, ferro e zinco estão distribuídos durante a formação nesse modelo de cérebro humano.
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